Conteúdo Básico Comum (CBC) de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental

Eixo Temático: Compreensão e Produção de Textos e Suportes

• Os tópicos obrigatórios são numerados em algarismos arábicos.
• Os tópicos complementares são numerados em algarismos romanos e o texto está em itálico.


Tema 1 – Gêneros e Discursos

Gêneros: Anúncio publicitário; artigo de divulgação científica; artigo de opinião; carta do leitor; charge; conto; cordel; crônica; dissertação; entrevista; instruções de uso, confecção, operação ou montagem; notícia; perfil; regulamento; reportagem; resenha; resumo; romance; textos de aconselhamento e auto-ajuda; verbete de enciclopédia.

Competência: Compreender e produzir textos, orais ou escritos, de diferentes gêneros e domínios discursivos.

 
TÓPICOS
HABILIDADES
CONTEXTUALIZAÇÃO
1. Contexto de produção, circulação e recepção de textos:

• Situação comunicativa: produtor e destinatário, tempo e espaço da produção.
• Contexto histórico.
• Suporte de circulação do texto. localização do texto dentro do suporte.
• Silhueta do texto.
• Tema.
• Pacto de recepção do texto (ficcional x não-ficcional): critérios de verificabilidade, credibilidade e legitimação do conteúdo temático do texto.
• Domínio discursivo.
• Objetivo da interação textual e função sociocomunicativa do gênero.
• Situações sociais de uso do texto/ gênero.
• Variedades lingüísticas (dialetais e de registro): relações com a situação comunicativa, o contexto de época, o suporte e as situações sociais de uso do gênero.
1.1 - Compreender e produzir textos, considerando o contexto de produção, circulação e recepção.
1.2 - Reconhecer o gênero do texto.
2. Referenciação bibliográfica, segundo normas da ABNT, de:

• jornais e textos de jornais.;
• revistas e textos de revista.
• livros e partes de livro.
• sites da internet e demais suportes textuais.
2.1 - Interpretar referências bibliográficas em textos lidos.
2.2 - Referenciar textos e suportes, segundo normas da ABNT.
TEMATIZAÇÃO
3. Organização temática (ou tópica) do texto:

• Relação título-texto (subtítulos-partes do texto).
• Hierarquização de tópicos e subtópicos.
• Continuidade.
• Progressão.
• Não-contradição.
• Consistência argumentativa.
• Integração entre signos verbais e não-verbais (valor informativo, qualidade técnica, efeitos expressivos).
3.1 - Compreender a organização temática de textos de diferentes gêneros.
3.2 - Identificar e corrigir
problemas de organização temática em textos apresentados.
3.3 - Produzir textos com organização temática adequada ao contexto de produção, aos objetivos do produtor e ao tema.

4. Seleção lexical e efeitos de sentido:

• Significação de palavras e expressões.
• Inferenciação (pressupostos e subentendidos).
• Neologia de palavras:

- Neologia semântica (criação de novos sentidos para palavras, expressões e frases) e seus efeitos de sentido.
- Neologia lexical (processos mais produtivos no português brasileiro atual) e seus efeitos de sentido.
- Neologia por empréstimo (estrangeirismos) e seus efeitos de sentido.

4.1 - Usar, produtiva e autonomamente, a seleção lexical como estratégia de produção de sentido e focalização temática.
4.2- Reconhecer neologia semântica, neologia lexical e neologia por empréstimo como processos de criação lingüística.
4.3 - Identificar a origem e o processo de formação de neologismos em circulação no português brasileiro.
4.1- Interpretar neologismos em diferentes situações de interlocução.
ENUNCIAÇÃO  
5. Vozes do texto:

• Vozes locutoras e seus respectivos alocutários.
• Recursos lingüísticos de representação do locutor do texto e/ou do destinatário previsto e seus efeitos de sentido.
• Recursos lingüísticos de não-representação do locutor do texto e/ou do destinatário previsto e seus efeitos de sentido.
• Vozes sociais (não-locutoras) mencionadas no texto.
• Variação lingüística no discurso das vozes.
• Ações básicas realizadas no texto pelo locutor (narrar história, relatar fato ou acontecimento, apresentar o discurso de outrem, descrever seres ou objetos, expor idéias, opinar, convencer, persuadir, aconselhar, ensinar a fazer, fazer agir, regulamentar, prescrever, etc.).
5.1 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente.
mecanismos de representação das vozes em textos de diferentes gêneros.
6. Modalização e argumentatividade:

• Uso de entoação e sinais de pontuação, de adjetivos, substantivos, expressões de grau, verbos e perífrases verbais, operadores de escalonamento, advérbios, etc. como recursos de expressão ou pista do posicionamento enunciativo do locutor do texto e de persuasão do destinatário previsto.
6.1 - Compreender e usar, produtiva e autonomamente, mecanismos de modalização e argumentatividade em textos de diferentes gêneros.
7. Posicionamentos enunciativos no texto:

• Vozes representativas.
• Relações de oposição e confronto (polifonia), aliança e/ou complementação (sinfonia).
• Efeitos de sentido do domínio de um posicionamento enunciativo (texto autoritário), da desconstrução de posicionamento(s) enunciativo(s) (texto polêmico), do diálogo entre posicionamentos enunciativos (texto lúdico).
7.1 Posicionar-se criticamente frente a posicionamentos enunciativos de textos.
8. Intertextualidade e metalinguagem:

• Efeitos de sentido.
• Tipos de intertextualidade: citação, epígrafe, alusão, referência, paráfrase, paródia, pastiche.
8.1 - Compreender e produzir textos, considerando os efeitos de sentido de relações
intertextuais com outros textos, discursos, produtos culturais e linguagens.
TEXTUALIZAÇÃO DO DISCURSO NARRATIVO  
9. Organização textual do discurso narrativo:

• Elementos estruturais:

• narrador e foco narrativo: narrador onisciente, narrador testemunha, narrador protagonista, outros;
• personagens;
• tempo;
• espaço;
• ação (intriga e enredo).

• Fases ou etapas:
• exposição ou ancoragem (ambientação da história, apresentação de personagens e do estado inicial da ação);
• complicação ou detonador (surgimento de conflito ou obstáculo a ser superado);
• clímax (ponto máximo de tensão do conflito);
• desenlace ou desfecho (resolução do conflito ou repouso da ação; pode conter a avaliação do narrador acerca dos fatos narrados — coda — e ainda a moral da história).

• Estratégias de organização:

• ordenação temporal linear;
• ordenação temporal com retrospecção (flash-back);
• ordenação temporal com prospecção.

Coesão verbal:
• valores dos pretéritos perfeito, imperfeito, mais-que-perfeito; futuro do pretérito do indicativo.

Conexão textual:
• marcas lingüísticas e gráficas da articulação do discurso narrativo com outros discursos e seqüências do texto;
• marcadores textuais de progressão/segmentação
temática: articulações hierárquicas,
temporais e/ou lógicas entre as fases ou etapas do discurso.

Textualização dos discursos citados ou reportados:
• direto;
• indireto;
• direto e indireto;

Coesão nominal:
• estratégias de introdução temática;
• estratégias de manutenção e retomada temática.

• Organização lingüística do enunciado narrativo:
- Recursos semânticos e morfossintáticos mais característicos e/ou freqüentes no enunciado narrativo.
9.1 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, focos narrativos adequados ao efeito de sentido pretendido.
9.2 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, as fases ou etapas do discurso narrativo na compreensão e produção de textos.
9.3 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, estratégias de ordenação temporal no discurso narrativo.
9.4 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, mecanismos de coesão verbal no discurso narrativo.
9.5 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, marcas lingüísticas e gráficas de conexão textual no discurso narrativo.
9.6 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, mecanismos
de textualização dos discursos citados ou reportados em textos narrativos.
9.7 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, mecanismos de coesão nominal no discurso narrativo.
9.8 –Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, recursos lingüísticos de estruturação de enunciados narrativos.
TEXTUALIZAÇÃO DO DISCURSO DE RELATO  
10. Organização textual do discurso de relato

• Locutor e foco de enunciação:

• relator protagonista;
• relator testemunha;
• outros.
• construção de um ponto de vista em função das intenções comunicativas.

• Fases ou etapas do relato noticioso:
• sumário: título, subtítulo e lide, isto é, relato sumariado do acontecimento (quem, o quê, quando, onde, como, por quê);
• continuação do acontecimento noticiado no lide; relato com detalhes sobre as pessoas envolvidas, repercussões,
desdobramentos, comentários.

• Estratégias de organização:
• ordenação temporal linear;
• ordenação temporal com retrospecção (flash-back);
• ordenação temporal com prospecção.

• Coesão verbal:
• valores dos pretéritos perfeito, imperfeito, mais-que-perfeito, do futuro do presente e do futuro do pretérito.

• Conexão textual:
• marcas lingüísticas e gráficas da articulação do discurso com outros discursos e seqüências do texto;
• marcadores textuais da progressão/ segmentação temática: articulações hierárquicas, temporais e/ou lógicas entre as fases ou etapas do discurso.

• Textualização dos discursos citados ou relatados:
• direto,
• indireto,
• resumo com citações.

• Coesão nominal:
• estratégias de introdução temática;
• estratégias de manutenção e retomada temática.

• Organização lingüística do enunciado de relato:
• recursos semânticos e morfossintáticos mais característicos e/ou freqüentes no enunciado de relato.
10.1 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, no discurso de relato, recursos de focalização adequados ao efeito de sentido pretendido.
10.2 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, as fases ou etapas do relato noticioso, na compreensão e produção de notícias e reportagens.
10.3 - Integrar informação
verbal e não-verbal na compreensão global do relato noticioso.
10.4 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, estratégias de ordenação temporal no relato.
10.5 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, mecanismos
de coesão verbal no discurso de relato.
10.6 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, marcas lingüísticas e gráficas de conexão textual no discurso de relato.
10.7 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente,mecanismos de textualização dos discursos citados ou reportados em textos
de relato.
10.8 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, mecanismos de coesão nominal no discurso de relato.
10.9 - Compreender e usar, produtiva e autonomamente, recursos lingüísticos de estruturação de enunciados de relato.
TEXTUALIZAÇÃO DO DISCURSO DESCRITIVO  
11. Organização textual do discurso descritivo

• Locutor e foco descritivo:

• localização espacial do objeto da descrição;
• ângulo do locutor; a construção de um ponto de vista em função das intenções comunicativas;
• impressões sensoriais e afetivas do locutor acerca do objeto.

• Fases ou etapas:
• introdução do tema por uma forma nominal ou tema-título no início, no fim ou no curso da descrição;
• enumeração de diversos aspectos do tópico discursivo, com atribuição de propriedades a cada um deles;
• assimilação dos elementos descritos a outros por meio de comparação ou metáfora.

• Estratégias de organização:
• subdivisão;
• enumeração;
• exemplificação;
• analogia;
• comparação e confronto;
• causa-e-conseqüência;
• ordenação temporal.

• Coesão verbal:
• valores do presente e do pretérito imperfeito, do pretérito perfeito e do futuro do indicativo.

• Conexão textual:
• marcas lingüísticas e gráficas da articulação do discurso descritivo com outros discursos e seqüências do texto;
• marcadores textuais da progressão/segmentação
temática: articulações hierárquicas,
temporais e/ou lógicas entre as fases ou etapas do discurso.

• Coesão nominal:
• estratégias de introdução temática;
• estratégias de retomada temática.

• Organização lingüística do enunciado descritivo:
- Recursos semânticos e morfossintáticos mais característicos e/ou freqüentes no enunciado descritivo.
11.1 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, no discurso descritivo, mecanismos de focalização
adequados ao efeito de sentido pretendido.
11.2 - Produzir textos descritivos considerando os objetivos ( para quê) e o interlocutor ( para quem).
11.3 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, as fases ou etapas do discurso descritivo, na compreensão
e produção de textos.
11.4 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, estratégias de organização do discurso descritivo.
11.5 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, mecanismos de coesão verbal no discurso descritivo.
11.6 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, marcas lingüísticas e gráficas de conexão textual no discurso descritivo.
11.7 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, mecanismos de coesão nominal no discurso descritivo.
11.8 – Compreender e usar, produtiva e autonomamente, recursos lingüísticos de estruturação de enunciados descritivos.
TEXTUALIZAÇÃO DO DISCURSO EXPOSITIVO  
12. Organização textual do discurso expositivo:

• Locutor (expositor) e focalização temática:

• construção de um ponto de vista em função das intenções comunicativas.

• Fases ou etapas:
• constatação: introdução de um fenômeno ou fato tomado como incontestável;
• problematização: colocação de questões da ordem do porquê ou do como;
• resolução ou explicação: resposta às questões colocadas;
• conclusão-avaliação: retomada da constatação inicial reformulada, enriquecida.

• Estratégias de organização:
• definição analítica;
• explicação;
• exemplificação;
• analogia;
• comparação e confronto;
• causa-e-conseqüência;
• ordenação temporal.

• Coesão verbal:

• valor aspectual do presente do indicativo e do futuro do presente do indicativo;
• correlação com tempos do subjuntivo.

• Conexão textual:
• marcas lingüísticas e gráficas da articulação do discurso expositivo com outros discursos e seqüências do texto;
• marcadores textuais da progressão/segmentação temática: articulações hierárquicas, temporais e/ou lógicas entre as fases ou etapas do discurso expositivo.

• Textualização dos discursos citados ou reportados:
• direto;
• indireto;
• paráfrase;
• resumo com citações.

• Coesão nominal:
• estratégias de introdução temática;
• estratégias de manutenção e retomada temática.
• Organização lingüística do enunciado expositivo
- Recursos semânticos e morfossintáticos mais característicos e/ou freqüentes no enunciado expositivo.
12.1 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, no discurso expositivo, mecanismos de focalização adequados ao efeito de sentido pretendido.
12.2 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, as fases do discurso expositivo.
12.3 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, estratégias de organização do discurso expositivo.
12.4 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, mecanismos de coesão verbal no discurso expositivo.
12.5 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, marcas lingüísticas e gráficas de conexão textual no discurso expositivo.
12.6 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, mecanismos de textualização dos discursos citados ou reportados em textos expositivos.
12.7 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, mecanismos de coesão nominal no discurso expositivo.
12.8 - Compreender e usar, produtiva e autonomamente, recursos lingüísticos de estruturação de enunciados expositivos.
TEXTUALIZAÇÃO DO DISCURSO ARGUMENTATIVO
13. Organização textual do discurso argumentativo:
• Locutor e focalização temática.
- construção de um ponto de vista em função das intenções comunicativas.

• Fases ou etapas:
• proposta ou tema: questão polêmica, explícita ou implícita no texto, diante da qual o locutor toma uma posição;
• proposição ou tese: posicionamento favorável ou desfavorável do locutor em relação à proposta e orientador de toda a sua argumentação;
• provas (convencimento ou persuasão): argumentos (de comparação, causa, exemplificação, etc.) que sustentam a proposição ou tese do locutor, assegurando a veracidade ou validade dela e permitindo-lhe chegar à conclusão;
• conclusão: retomada da tese, já devidamente defendida, ou uma possível decorrência dela.

• Estratégias de organização:
• comparação ou confronto;
• argumentação de autoridade;
• exemplificação;
• analogia.

• Coesão verbal:
• valor aspectual do presente do indicativo e do futuro do presente do indicativo;
• correlação com tempos do subjuntivo.

• Conexão textual:
• marcas lingüísticas e gráficas da articulação do discurso argumentativo com outros discursos e seqüências do texto;
• marcadores textuais da progressão/segmentação temática: articulações hierárquicas, temporais e/ou lógicas entre as fases ou etapas do discurso argumentativo.

• Textualização dos discursos citados ou relatados:
• direto;
• indireto;
• paráfrase;
• resumo com citações.

• Coesão nominal:
• estratégias de introdução temática;
• estratégias de manutenção e retomada temática.

• Organização lingüística do enunciado argumentativo:
- Recursos semânticos e morfossintáticos mais característicos e/ou freqüentes no enunciado argumentativo.
13.1 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, no discurso argumentativo, mecanismos de focalização temática adequados ao efeito de sentido pretendido.
13.2 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, as fases do discurso argumentativo na compreensão e produção de textos.
13.3 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente,
estratégias de organização do discurso argumentativo.
13.4 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, mecanismos de coesão verbal no discurso argumentativo.
13.5 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, marcas lingüísticas e gráficas de conexão textual no discurso argumentativo.
13.6 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, mecanismos de textualização dos discursos citados ou reportados em textos argumentativos.
13.7 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, mecanismos de coesão nominal no discurso argumentativo.
13.8 - Compreender e usar, produtiva e autonomamente, recursos lingüísticos de estruturação de enunciados argumentativos.
TEXTUALIZAÇÃO DO DISCURSO INJUNTIVO  
14.Organização textual do discurso injuntivo (instrucional, de aconselhamento, prescritivo ou normativo):

• Locutor e focalização temática

• construção de um ponto de vista em função das intenções comunicativas.

• Fases ou etapas:
• exposição do macrobjetivo acional: indicação de um objetivo geral a ser atingido sob a orientação de um plano de execução, ou seja, de um conjunto de comandos;
• apresentação dos comandos: disposição de um conjunto de ações (seqüencialmente ordenadas ou não) a ser executado para que se possa atingir o macrobjetivo;
• justificativa: esclarecimento por parte do produtor do texto dos motivos pelos quais o destinatário deve seguir os comandos estabelecidos.

• Estratégias de organização:
• plano de execução cronologicamente ordenada;
• plano de execução não cronologicamente ordenada.

• Coesão verbal:
• valores do presente do indicativo, do modo imperativo e seus substitutos (infinitivo e gerúndio).

• Conexão textual:
• marcas lingüísticas e gráficas da articulação do discurso injuntivo com outros discursos e seqüências do texto;
• marcadores textuais da progressão/segmentação temática: articulações hierárquicas, temporais e/ou lógicas entre as fases ou etapas do discurso injuntivo.

• Coesão nominal:
• estratégias de introdução temática;
• estratégias de manutenção e retomada temática.

• Organização lingüística do enunciado injuntivo:
• Recursos semânticos e morfossintáticos mais característicos e/ou freqüentes no enunciado injuntivo.
14.1 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, no discurso injuntivo, mecanismos de focalização temática adequados ao efeito de sentido pretendido.
14.2 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, as fases ou etapas do discurso injuntivo.
14.3 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, estratégias de organização do discurso injuntivo.
14.4 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, mecanismos
de coesão verbal no discurso injuntivo.
14.5 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, marcas lingüísticas e gráficas de conexão textual no discurso injuntivo.
14.6 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, mecanismos de coesão nominal no discurso injuntivo.
14.7 - Compreender e usar, produtiva e autonomamente, recursos lingüísticos de estruturação de enunciados injuntivos
 
     
 
Tópicos Complementares 1

• Sugestões de discursos e unidades temáticas:Oralidade

A oralidade é um componente de ensino igualmente importante. Prevê-se a caracterização comparativa da conversação espontânea com o debate, a entrevista oral e a entrevista escrita, a conferência e o artigo escrito, palestras e relatos noticiosos.

A organização de uma unidade temática com os gêneros conversação espontânea, debate regulado, entrevista televisiva, entrevista escrita e artigo de opinião permitiria trabalhar o discurso interativo no contínuo oral—escrito, transitar entre gêneros privados e públicos, desenvolver práticas de recepção e de produção e selecionar para estudo tópicos gramaticais e estilísticos mais usuais do discurso interativo menos ou mais monitorado.



• Sugestões de gêneros e unidades temáticas:

Anúncio institucional, ata, atestado, bilhete, cartas (pessoal, comercial, do editor, aberta ou circular), cartão, cartum ou tirinha, chat, classificados, convite, curriculum vitae, depoimento, debate, diário, discurso político, editorial, e-mail, esquema, ficha cadastral, lei, logomarca, nota, ofício, palestra, pronunciamento, recado, relatórios, requerimento, saudação, seminário.
Uma unidade temática de produção dos gêneros esquema, resumo e resenha será de grande valia para o aluno sair-se bem no cumprimento de tarefas escolares, pois é a escola que mais requer, em diferentes disciplinas, a produção desses gêneros.


 
 
Tema 2 – Linguagem e Língua

Competências:
• Compreender a língua como fenômeno cultural, histórico, social, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso.
• Mostrar-se conhecedor do conjunto de conhecimentos pragmáticos, discursivos, semânticos e formais envolvidos no uso da língua.
• Compreender a necessidade da existência de convenções na língua escrita.
• Fazer uso de variedades do português brasileiro.
• Posicionar-se criticamente contra preconceitos lingüísticos.

 
 
TÓPICOS
HABILIDADES
15. A linguagem verbal e suas modalidades (fala e escrita):

• O contínuo oral—escrito.
• Condições de produção, usos, funções sociais e estratégias de textualização da fala e da escrita.
• Convenções da língua escrita: grafia de palavras, acentuação gráfica, notações gráficas, uso convencional dos sinais de pontuação, parágrafo gráfico.
• Confronto entre o sistema fonológico e o sistema ortográfico.
15.1 - Reconhecer semelhanças
e diferenças entre a fala e a escrita quanto a condições de produção, usos, funções sociais e estratégiasde textualização.
15.2 - Reconhecer funções da fala e da escrita em diferentes suportes e gêneros.
15.3 - Usar, produtiva e autonomamente, as convenções da língua escrita, entendendo o contraste entre o sistema fonológico e o sistema ortográfico.

16. Variação lingüística no português brasileiro

• Caracterização sociolingüística da sociedade brasileira atual:
• o contínuo rural-urbano: sobreposições; variedades descontínuas e variedades graduais;
• o contínuo oralidade-letramento: eventos de oralidade e eventos de letramento; sobreposições;
• o contínuo de monitoração estilística: variedades de estilo ou registro menos ou mais monitoradas.
• Prestígio e preconceito lingüístico.

16.1 - Reconhecer fatores
políticos, sociais e culturais que estimulam ou inibem a variação lingüística.
16.2 - Reconhecer a manifestação de preconceitos lingüísticos como estratégia de discriminação e dominação.
16.3 - Adequar o uso das variedades lingüísticas à situação comunicativa.
17. A frase na norma-padrão:

• Ordem canônica de sintagmas e orações na frase; reordenação e efeitos de sentido.
• Articulação sintática (coordenação e/ou subordinação), semântica (relações lógicas) e discursiva (instruções de progressão temática).
• Pontuação: segmentação e articulação de sintagmas e orações.

17.1 - Reconhecer e usar, produtiva e autonomamente, a frase-padrão em contextos de uso da norma-padrão.
17.2 - Reconhecer e usar sinais de pontuação como recurso de segmentação e articulação de sintagmas e orações.

18. Flexão verbal e nominal na norma-padrão

 
18.1 - Reconhecer diferentes formas de flexão nominal e verbal na fala e na escrita.
18.2 - Usar a norma-padrão de flexão verbal e nominal em eventos de língua escrita.

 
     
  Tópicos Complementares 2:

Para um melhor estudo da concordância verbal e nominal e dos processos de estruturação frasal, indicam-se os tópicos:

• O uso de pronomes pessoais na norma-padrão.
• O uso de pronomes relativos para estabelecer relações entre os constituintes frasais.


Tema 3 – Suportes Textuais

Competência: Fazer uso de diferentes suportes textuais, produtiva e autonomamente.

Obs: Apresentamos uma planilha referente ao suporte jornal, como exemplo. Outros suportes poderão ser utilizados respeitando as orientações abaixo.

 
 
TÓPICOS
HABILIDADES
19. Organização do suporte jornal: relações com o público-alvo:

• Composição (cadernos, suplementos, seções, colunas).
• Formato.
• Projeto gráfico (numeração direta das páginas, variedade de fontes ou caracteres tipográficos, cores, imagens).
• Caracterização e funções sociocomunicativas do suporte e suas partes.

19.1 - Reconhecer diferentes objetivos de leitura em um jornal (informação, conhecimento, entretenimento), considerando a organização desse suporte.
19.2- Inferir o público-alvo do jornal ou partes do jornal ( cadernos, suplementos, seções, colunas), considerando o projeto gráfico, os temas abordados, os gêneros e domínios discursivos, os pactos e finalidades de leitura.
19.3- Reconhecer o jornal como espaço privilegiado de circulação de neologismos e variedades lingüísticas
20. Primeira página do jornal:

• Elementos estruturais: título, cabeçalho, manchetes, chamadas, lides, ilustrações e legendas, indicadores (de tempo, econômicos, etc.).
• Funções sociocomunicativas.
• Composição e função de manchetes, títulos e subtítulos de matérias.
• Caracterização e função de lides e chamadas.


20.1. Ler, produtiva e autonomamente, a primeira página do jornal.
20.2. Produzir textos característicos da primeira página do jornal (manchetes, chamadas, lides).

21. Credibilidade do suporte jornal: linha editorial, público-alvo e tratamento ideológico-lingüístico da informação.

 
21.1. Posicionar-se criticamente frente à importância atribuída por um jornal a determinadas matérias.
21.2. Avaliar criticamente o grau de objetividade e credibilidade de um jornal.
21.3. Relacionar linha editorial, público leitor e tratamento ideológico-lingüístico da informação.
OBSERVAÇÃO:
O estudo dos gêneros presentes nos diferentes suportes textuais previstos por esta Proposta se fará pelos tópicos do tema 1, combinado a outros da parte complementar do programa de cada escola (se for o caso).
 
 
 
Tópicos Complementares 3


• Sugestões de suportes: revistas, rádio, televisão, cartaz, out-door.
• Se a escola dispuser de computadores e internet, recomenda-se que as atividades de leitura e escrita sejam desenvolvidas de modo a apresentar as características desse suporte
.

Tema 4 – Interação Literária

Competências:
• Ler textos literários com envolvimento da imaginação e da emoção.
• Reconhecer e participar do pacto proposto por textos literários.
• Reconhecer recursos lingüísticos presentes nesses textos
• Recuperar a criação da linguagem realizada nesses textos.

 
 
TÓPICOS
HABILIDADES
22. Perigrafia do livro literário:

• Capa (sobrecapa, primeira, segunda e quarta capas, orelhas, lombada).
• Falsa folha de rosto, folha de rosto e ficha catalográfica.
• Dedicatória e agradecimentos.
• Epígrafe.
• Sumário.
• Apresentação, prefácio e posfácio.
• Ilustrações.
22.1. Reconhecer as funções comunicativas da capa de livro: identificar a obra e o destinatário previsto, estabelecer pactos de leitura, motivar a leitura da obra.
22.2. Usar, produtivamente e autonomamente, dados da folha de rosto ou da ficha catalográfica de livros para referenciar obras consultadas, fazer empréstimos em bibliotecas, adquirir livros, catalogar livros pessoais ou de uso coletivo.
22.3. Reconhecer a dedicatória e os agradecimentos presentes em livros como práticas discursivas.
22.4. Inter-relacionar epígrafe e texto básico do livro (poemas, contos, romance).
22.5. Usar o sumário, produtiva e autonomamente, para localizar informações dentro do livro.
22.6. Ler e usar, produtiva e autonomamente, orelhas, apresentações, prefácios e posfácios na compreensão do texto básico do livro (poemas, contos, romance).
22.7. Reconhecer a ilustração de livros literários como um texto em diálogo com o texto verbal.
22.8. Avaliar a adequação das ilustrações ao leitor, ao pacto de leitura previsto, ao texto verbal e ao projeto gráfico do livro.
22.9. Elaborar, produtiva e autonomamente, textos perigráficos para livros literários que se apresentem sem eles.
23. Reconstrução do texto literário poético

• Aspectos sonoros.
• Aspectos visuais.
• Aspectos sintáticos.
• Aspectos semânticos.
23.1 - Compreender e usar, produtiva e autonomamente, estratégias de interação com textos ficcionais em verso.
24. Reconstrução do texto literário narrativo

• Narrador e foco narrativo.
• Enredo e ação.
• Personagens.
• Tempo e espaço.
• O herói.
• A fábula, o conto, o romance.
24.1 - Compreender e usar, produtiva e autonomamente, estratégias de interação com textos ficcionais em prosa, sobretudo narrativos..

25. Reconstrução do texto literário dramático:

• A construção do texto teatral: as falas das personagens e os marcadores de cena indicados pelo autor.
• A montagem da peça de teatro: texto, direção, iluminação, figurinos, cenário etc. Uma produção coletiva.
• A transformação de textos narrativos curtos em pequenos esquetes.

25.1 - Compreender e usar, produtiva e autonomamente, estratégias de interação com textos dramáticos.
25.2 - Produzir adaptações teatrais a partir de textos narrativos.
OBSERVAÇÃO:
Como já explicado anteriormente, para a interação literária deve-se recorrer aos tópicos 1 e 2 (operação de contextualização), 3 e 4 (operação de tematização), 5 a 8 (operação de enunciação), 9 (textualização do discurso narrativo.
 
 
 
Tópicos Complementares 4


• Música: a música como linguagem, letras de música da MPB.
• Cinema: A linguagem do cinema: os recursos lingüísticos, a representação da sociedade brasileira no cinema.

 

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