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Escola Destaque

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CRIADO EM: 18/04/2011
MODIFICADO EM: 18/04/2011

Escola Estadual Odilon Behrens

Localizada em Belo Horizonte, no bairro Coração Eucarístico, a Escola Estadual Odilon Behrens atende a 1.132 alunos. Oferece à sua comunidade o ensino fundamental, o ensino médio e o Curso Normal (Pós-Médio). Contando com 67 professores e 23 funcionários, essa Escola funciona a todo vapor nos três turnos. 

58 anos de História
A Escola Estadual Odilon Behrens foi criada em 1953, quando era Governador do Estado de Minas Gerais, o Dr. Juscelino Kubitschek de Oliveira. A instituição resultou da integração do Grupo Escolar Odilon Behrens, criado pelo Decreto Estadual Nº 4.060, de setembro de 1953, e do Ginásio Estadual de Minas Gerais, criado pela Lei Estadual nº 3.998, de 27/12/1985. O Ensino Médio foi implantado em 1984 e até 1998 foram ministrados os cursos de Educação Geral, Contabilidade e Magistério de 1ª a 4ª série.

O Patrono da Escola, o médico Odilon Behrens, foi um homem público e um profissional competente e atuante em Belo Horizonte. Ocupou os cargos de Secretário de Estado da Fazenda e da Educação e foi também diretor do Hospital Municipal que leva o  seu nome.

Atualmente, além de Belo Horizonte, a Escola atende a várias cidades da Região Metropolitana, como Betim, Contagem, Ibirité e Ribeirão das Neves. Acredita-se que a referida demanda é devida principalmente à facilidade de acesso ao estabelecimento, pois se situa entre a Avenida Amazonas e a Via Expressa, contando com diversas linhas de transporte coletivo. É servida ainda pelo metrô, com a Estação Gameleira situada a um quarteirão da Escola.

Instalada no antigo local da Vila dos Marmiteiros, era uma escola comunitária preocupada em dar aos filhos daqueles moradores um mínimo de condições de sobrevivência no mercado de trabalho e aos pais o direito de participar nas atividades escolares.

A Vila dos Marmiteiros foi fortemente prejudicada quando o bairro Coração Eucarístico foi declarado área nobre da cidade. A implantação da Universidade Católica no local elevou o valor dos imóveis e a Vila passou a incomodar a nova classe que ali se instalou. Os moradores foram deslocados para o bairro Lindeia. A construção da Via-Expressa afetou diretamente a escola em sua área física, pois perdeu algumas de suas dependências. Apesar disso, a "Odilon Behens" resistia. Anos mais tarde, a escola correu o risco de ser desativada, pelo fato de estar localizada entre a Via-Expressa e as obras do metrô. Com isso, a Escola perdeu o ensino fundamental, da 1ª a 4ª série, e o pré-escolar. A Associação de Pais e Mestres, juntamente com os alunos e funcionários, se uniram e obtiveram o apoio popular, conseguindo interromper o processo de desativação ou a sua transferência para outro bairro ou ainda a sua utilização como QG da Polícia Militar. Mais tarde, a comunidade novamente se mobilizou para manter o funcionamento do turno da noite, necessário para atender os alunos trabalhadores.

No 1º Congresso Mineiro de Educação, em 1983, a escola propôs a implantação do 2º Grau, uma vez que apenas três estabelecimentos estaduais ofereciam esse nível de ensino em Belo Horizonte e o número de alunos ultrapassava em muito o número de vagas. Hoje o maior contingente de alunos da Escola encontra-se no Ensino Médio.

Paralelamente à mobilização para solucionar os problemas externos, travava-se internamente outra batalha: a luta pela gestão democrática e contra  direções autoritárias, que, na época, impediam reunião de pais, professores e alunos dentro da escola, bem como qualquer menção a eleições diretas para diretor ou formação de Grêmio Estudantil. Tais manifestações eram punidas com ocorrências e advertências. O Colegiado e a Associação de Pais e Mestres (APM) imbuídos de suas atribuições, não se calaram e denunciaram o autoritarismo. A Escola resistia, persistia e insistia.


Em 1991, houve um acontecimento inédito nas escolas de Minas Gerais: a eleição direta e a nomeação de Diretores e Vice-Diretores. A partir dessa data, a escola instituiu sua gestão colegiada, com:

  • Alice Xavier de Lucena (1992 a fevereiro de 1998) e
  • Neuza Maria Magalhães (1998 até o presente momento).

Em 2007, a Secretaria de Estado de Educação considerou necessário oferecer o Curso Normal em nível médio para o professor de Educação Infantil, uma vez que muitos profissionais não possuíam a qualificação mínima prevista na legislação brasileira. Sendo assim, a SEE propôs que em cada Superintendência Regional de Ensino uma escola oferecesse o curso normal em nível médio. Na SRE-Metropolitana B, a Escola Odilon Behrens foi uma das selecionadas para oferecer essa modalidade. Assim, em 2008, a Escola passou a oferecer o curso normal em duas modalidades: Curso Normal em quatro séries anuais, para os alunos egressos do Ensino Fundamental, e modalidade de Aproveitamento de Estudos, ofertado em três períodos semestrais, para os alunos que já possuem o Ensino Médio, mas que não possuem habilitação específica para o exercício do magistério. 

A Escola nos dias atuais

- Participação do PEAS Juventude (desde 2004) – Área Temática: Mundo do Trabalho e Perspectiva de vida.
- Dia Cultural – desenvolvimento da mostra de profissões e número artísticos.
- Projeto TEIAS: Trabalhos Ecológicos de IntegrAção Social/Parceria com a PUC Minas – Campus: Coração Eucarístico - Belo Horizonte - MG.

Cursos Extras Oferecidos

  • Aprofundamento de Estudos nas disciplinas: Língua Portuguesa, Matemática, Física e Química (para alunos do ensino médio/período da tarde).

Memórias de uma ex-aluna...

"Fui aluna do Grupo Escolar Odilon Behrens no período de 1969 a 1971.Tenho boas lembranças da minha professora Dona Benevenuta. Sentia uma grande admiração por ela e orgulho de ser sua aluna. Eu pensava que queria ser igual a ela quando eu crescesse, ou bem parecida. Ela era uma pessoa maravilhosa!
Na portaria da escola vendia o melhor quebra-queixo do mundo e custava apenas 10 centavos. Era justamente a quantia que eu tinha para o lanche.
Naquela época, o Grupo Escolar era de madeira e deveria ser substituído por um de alvenaria. Nesse período, os alunos foram transferidos para local também próximo ao Parque de Exposições da Gameleira enquanto o novo prédio estava sendo construído Convivíamos com alunos membros da comunidade da Vila dos Marmiteiros, onde moravam pessoas inesquecíveis. Uma dessas pessoas se tornou um herói anônimo. Seu apelido era “Brucutu”, um sujeito forte, alto, muito simpático, que na época do desabamento do pavilhão no Parque de Exposições, ajudou a retirar várias pessoas que estavam presas nas ferragens. Eu era criança, mas aquela tragédia marcou muito a todos que moravam e estudavam na região.
Na minha memória, guardo os rostos de muitos colegas e funcionários da Escola Odilon Behrens. Foi muito bom estudar nessa Escola".

Ivanete Parreira de Oliveira
Funcionária do Centro de Referência Virtual do Professor (CRV)

 

 

Escola Estadual Odilon Behrens

Rua Cônego Felício, 84 - Coração Eucarístico
Belo Horizonte - Minas Gerais
CEP 30.535-570
Tel: (31) 3371- 4474
E-Mail: odilonmail@ig.com.br
SRE: Metropolitana B
Diretora em 2011:  Neuza Maria Magalhães
Vice-diretoras: Lea Márcia Ferreira Nicácio (Tarde)
e  Sandra Regina Almeida Caputo (Manhã)


Fonte:  Informações e fotos enviadas pela Escola.
Depoimento da ex-aluna Ivanete Parreira de Oliveira (CRV-SEE/MG) 

Centro de Referência Virtual do Professor – CRV
Secretaria de Estado de Educação – SEE/MG
Abril/2011