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- Temas Educacionais

CRIADO EM: 09/04/2006
MODIFICADO EM: 09/04/2006

: A PRÁTICA PEDAGÓGICA E A CONSTITUIÇÃO DOS SABERES DOCENTES - PARTE I


Eliane Terezinha Peres

FIG. 45 _ Professores cursistas da UNIPAM durante a 2ª Semana Presencial do Veredas, em Patos de Minas.
FONTE: UNIPAM. Relatório das Atividades Presenciais do Primeiro Módulo do Veredas, 2002.

Introdução

Caro Professor:

Você estudou a prática pedagógica como prática social (Módulo 1) e como mediação entre o projeto de educação da sociedade e as necessidades e expectativas dos alunos (Módulo 2). Neste Módulo 3, no Eixo Integrador "Escola: Campo da Prática Pedagógica", vamos considerar a dimensão do professor como um profissional que exerce uma prática _ pedagógica _ num local específico: a escola. Vamos abordar essa temática, mais especificamente, sob o ponto de vista da formação e da atuação docente, ou seja, discutiremos a relação entre a prática pedagógica na escola e na sala de aula, a natureza do trabalho docente e os processos de formação dos professores. Do seu ponto de vista, há relação entre a maneira de o professor ensinar e sua formação profissional? Entre a prática docente e a história de vida pessoal do professor? Entre formas de ensinar e as crenças, os valores e as convicções do professor?

Para apresentar e discutir essas questões, este Módulo 3 foi dividido em quatro unidades, a saber:

• Unidade 1: A prática pedagógica e a constituição dos saberes docentes.

• Unidade 2: A formação inicial e a prática pedagógica.

• Unidade 3: A formação em serviço e a prática profissional.

• Unidade 4: A história de vida e a prática profissional.

A escola estará aqui sob o foco de um de seus agentes fundamentais: o próprio professor, ou seja, você e o seu processo de formação. A questão fundamental que permeia este módulo é: como nos tornamos professores? Onde e como aprendemos nosso ofício de mestre? Tentaremos refletir sobre os processos de formação docente e a qualidade da escola, principalmente da escola fundamental em que atuamos.

Em que medida uma sólida formação profissional dos professores garante uma escola de qualidade? Vários estudos indicam que a formação/qualificação docente constitui-se num dos fatores que podem levar ao crescimento dos níveis de alfabetização, aumento da aprovação e diminuição da reprovação dos alunos, projetos político-pedagógicos mais qualificados e construídos coletivamente, maior autonomia escolar, aumento da participação de pais e da comunidade em geral nos espaços das decisões escolares. É claro que as melhorias em todos esses aspectos não dependem apenas da qualificação do trabalho docente, mas também dos investimentos públicos em educação e de políticas públicas favoráveis nessa área. Uma boa infra-estrutura escolar _ escolas com salas de aula e demais instalações adequadas e em bom estado _, acesso a recursos e materiais pedagógicos, condições

socioeconômicas satisfatórias da comunidade, boas condições salariais dos professores são fatores, entre outros, que também repercutem na elevação da qualidade da educação.

Como você viu nos componentes curriculares Sistema Educacional no Brasil e Política Educacional no Brasil, a LDB de 1996 sugere que a formação de professores das séries iniciais seja preferencialmente feita em nível superior. Com o Plano Decenal de Educação (PNE, 1996-2006), ficou definido que, num prazo de dez anos, todos os professores brasileiros devem ter formação em nível superior. Ou seja: há um esforço _ e muito a ser feito ainda _ para garantir uma sólida formação para os professores de todos os níveis de ensino.

Todas as questões que serão propostas nesta unidade e nas unidades seguintes giram em torno da escola e do ensino na sua relação com a aprendizagem docente, uma vez que quem se dispõe a ensinar precisa, é claro, aprender. E aprender sempre! Como escreveu Guimarães Rosa, "mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende". Esse é um princípio que queremos tratar aqui com você.

Comecemos, pois, esta primeira unidade com o tema dos saberes docentes que se traduz na seguinte questão fundamental: o que é necessário, afinal, saber/dominar para ser professor? Você viu o grande desafio que temos pela frente! Responder a essa questão aparentemente simples não é fácil. Requer atenção e reflexão. Convidamos você a pensar mais profundamente sobre essa questão, lembrando-se sempre de que, ao falarmos da escola como campo da prática pedagógica, estaremos voltando nossa atenção, especialmente, para você e sua escola.

Organizamos a unidade em três seções:

• Processo de constituição dos saberes docentes.

• Os saberes da prática.

• Os desafios da prática: ressignificando o trabalho em sala de aula.

Objetivos Específicos

Com o desenvolvimento desse tema, desejamos que você consiga:

u Identificar diferentes fontes e fatores que influenciam o seu desempenho profissional.

u Estabelecer relações entre saberes da prática e saberes acadêmicos.

u Rever e reavaliar os problemas enfrentados em sala de aula com base em seus saberes de referência.

Texto Básico

Seção 1: Processo de Constituição dos Saberes Docentes

Objetivo específico: identificar diferentes fontes e fatores que influenciam o seu desempenho profissional.

Vamos iniciar esta seção acompanhando um desses diálogos que costumam acontecer sempre que um grupo de professores se reúne. É bastante provável que você já tenha ouvido e até mesmo participado de diálogos parecidos com este:

Em uma sala de professores, na hora do recreio, várias professoras de séries iniciais comentam entre si: Minha turma está muito agitada hoje! Já não sei o que fazer! Eles conversam o tempo todo, falam alto, não ouvem as explicações, brigam _ diz Maria, um pouco irritada.

· A minha também! Há vários dias. E não adianta gritar com eles. Eles ficam ainda mais agitados. Já tentei de tudo. Fiz até um quadro de "bom comportamento". Isso ajudou por uns dias, mas não resolveu o problema _ comenta Cida, aparentando desapontamento.

· Parece que fica cada dia mais difícil dar aulas! As crianças não obedecem e parece que não aprendem. Eu já estou cansada! Repito a mesma matéria várias vezes, explico individualmente, faço trabalhos em grupo, mando fazer pesquisa e assim vou conseguindo alguns resultados _ explica Lúcia, com o cansaço estampado no rosto.

· Acho que as crianças estão desmotivadas para aprender! São muitos apelos externos: jogos, TV... Eu tenho tentado trazer tudo isso para a sala de aula. Peço que eles escrevam sobre o personagem infantil de que gostam, comentem um programa de TV... Nem sempre dá certo. Mas acho que é isso mesmo! A gente sempre procura coisas novas _ afirma Rosa, com um ar de quem carrega bastante experiência.

Atividade 1

A) Analise a situação relatada no diálogo entre as professoras e identifique os tipos de preocupação que elas manifestam. Em seu modo de ver, esses tipos de problema estão relacionados entre si? Justifique.

B) Dessas preocupações, qual é a principal que você tem em relação à sua turma, aos seus alunos?

C) Identifique, sublinhando no texto, as estratégias utilizadas pelas professoras e escreva nas linhas a seguir sua opinião sobre elas, dizendo se podem dar certo ou não, e por quê.

FIG. 46 _ FONTE: Costa, C. Caminhando contra o vento: uma adolescente dos anos 60. São Paulo: Moderna, 1995. (Qual é o grilo?) p. 30.

Maria, Cida, Lúcia e Rosa, as professoras do diálogo que lemos, estão preocupadas com o andamento das suas aulas. Elas poderiam não estar preocupadas com os problemas das suas turmas, porém acontece que elas _ como outros professores, inclusive você _ procuram ser boas professoras, professoras bem-sucedidas. E para elas (será que para você também?), isso só acontece quando o professor consegue manter a disciplina da turma e fazer com que seus alunos aprendam os conteúdos.

Para conseguir isso, no entanto, como é que se faz? Antigamente, muita gente pensava que algumas pessoas já nasciam com o "dom" de saber ensinar, nasciam com "vocação" para ser professores. Ainda há quem pense assim, mas o fato de estar participando do Veredas significa que você considera que ensinar também é coisa que se precisa aprender. E como se pode aprender a ser professor? Provavelmente, a resposta será: freqüentando um curso de magistério, ou um curso de formação superior de professores, ou uma licenciatura em uma universidade etc. Mas quando Maria, Cida, Lúcia e Rosa _ ou você e suas colegas _ reúnem-se e conversam sobre seus alunos e suas aulas, será que também não estão aprendendo, umas com as outras, a ser professoras? E o que, afinal, uma pessoa precisa saber, que habilidades precisa desenvolver, para ser professor, para ensinar? E como aprendemos a nos "portar" diante de uma turma de alunos? A resolver impasses e situações difíceis?

Tudo aquilo que se considera necessário para uma pessoa saber e as habilidades que precisa adquirir para ser professor constituem os chamados saberes docentes. E vários pesquisadores vêm tratando das questões relativas a esses saberes. Alguns professores-pesquisadores canadenses têm-se destacado na pesquisa nesse campo. Entre eles, nomeamos Maurice Tardiff, Claude Lessard, Louise Lahaye (1991) e Clermont Gauthier (1998). Esses pesquisadores afirmam que vários saberes são mobilizados pelo professor no processo de ensino. Clermont Gauthier (1998) diz que é muito mais pertinente conceber o ensino como a mobilização de vários saberes que formam uma espécie de reservatório no qual o professor se abastece para responder a exigências específicas de sua situação concreta de ensino. O autor quer dizer que não existe "um" saber docente, mas um conjunto de saberes. Ele caracteriza o saber docente como um saber plural.

FIG. 47 _ Visita de tutora da UNIMONTES à E. E. Especial Abadias de Souza. Projeto de socialização de crianças portadores de necessidades especiais: atividade de expressão corporal. Veredas, Montes Claros, 2002.

Não é exatamente isso que acontece com você na situação concreta de sala de aula? Você precisa conhecer o conteúdo de ensino, ou seja, a matéria a ser ensinada, as formas de ensiná-la e, ao mesmo tempo, precisa encontrar estratégias para garantir a atenção dos alunos, a concentração, um mínimo de ordem e disciplina. Necessita, ainda, planejar as atividades de ensino, que incluem avaliar um livro ou uma atividade mais adequada ao nível da turma, selecionar exercícios, tarefas, atividades e, em várias situações, adequá-las às crianças de sua classe, aos horários e tempos escolares, às condições concretas da escola, conhecer cada aluno individualmente, avaliar o ritmo e a capacidade de cada um etc. É nesse sentido que o autor citado, o canadense Clermont Gauthier (1998), fala de "uma espécie de reservatório no qual o professor se abastece". Você já parou para pensar em como você construiu seu "reservatório" de saberes?

São muitas as "fontes" que contribuem para a formação do "reservatório" de saberes de cada docente. Veja o que disse uma professora, já aposentada, quando lhe perguntaram como tinha aprendido o ofício docente:

Ah! Da minha professora, não é? Do jeito que eu aprendi! Igual a professora me ensinou, eu ensinava os outros. Esse negócio de festa na escola, ela gostava muito. Ela fazia festa na escola, eu também fazia. As poesias que ela nos dava, a ginástica, tudo era como ela fazia, eu também fazia...

A fala dessa professora revela que a experiência como aluna foi referência na sua vida profissional, ou seja, a experiência escolar foi fundamental na sua prática pedagógica. Muitos docentes constroem referências sobre como ser professor (ou como não ser!) com base em modelos de docência que tiveram ao longo de suas vidas escolares. Os professores também ensinam conforme os modelos de ensino que têm internalizados. Menga Lüdke, professora e pesquisadora da PUC do Rio de Janeiro, ao realizar uma pesquisa sobre a socialização dos professores do ensino fundamental, indagou: "Que força têm os bons (e os maus) professores como modelos marcantes para o trabalho do futuro professor?" (Lüdke, 1997:112).

Sob esse ponto de vista, podemos dizer que a formação docente começa muito antes da formação acadêmica e se prolonga por toda a vida profissional. É um processo contínuo, que se inicia muito antes de ingressarmos em um curso específico para ser professor e continua depois dele. Na realidade, quando ingressamos em uma sala de aula, estamos impregnados da cultura escolar (já que a conhecemos bem e somos, em parte, resultado dela), e isso influencia nossa forma de ensinar.

Atividade 2

A) Antes de tornar-se professor, você foi aluno. Você se lembra de seus professores das escolas fundamental e média? Conte, resumidamente, como eram as aulas da professora ou do professor que você considera ter sido a(o) melhor que teve.

B) Conte, também, como eram as aulas daquele ou daquela que você considera ter sido seu pior professor ou professora.

C) Recordando agora como eram as aulas de seus antigos professores, você diria que, como professor, já fez ou deixou de fazer alguma coisa em suas aulas por lembrar que eles também agiam assim? Relate uma dessas situações.

D) Analisando tudo isso, você considera que algum deles influenciou sua vida profissional, sua forma de ensinar? De que maneira?

Além dos modelos de ensino que temos internalizados em função de nossa experiência como alunos, na discussão sobre saberes docentes devemos considerar também aquilo que aprendemos com nossos pares, ou seja, aqueles saberes que são produzidos formal ou informalmente e de maneira coletiva, na troca de informações, sugestões, impressões, críticas e análises, entre nós e nossos colegas. Quantas vezes ficamos em dúvida sobre um conteúdo, sobre como fazer para que um aluno aprenda mais e melhor, sobre como resolver problemas e dificuldades da sala de aula? E quantas vezes também conversamos com nosso colega de série, na escola, e isso ajudou a resolver a situação?

Encontros formais e informais com colegas, na hora do recreio, na sala de professores ou mesmo fora da escola acabam sendo importantes espaços de aprendizagem docente. Isso não quer dizer que para ser professor não precisamos de uma sólida formação teórica e acadêmica; significa que precisamos identificar e reconhecer outras formas e outros espaços nos quais também aprendemos a ser professores e buscamos subsídios para nossa prática pedagógica. Não há dúvida de que em nosso trabalho a prática vai nos ensinando, vai completando nossa formação. O contato com outros colegas também influencia nosso fazer pedagógico.

Pode-se dizer, portanto, que os saberes profissionais são construídos com base em "várias fontes", ou seja, nosso "reservatório" vai se "enchendo" vagarosamente com a contribuição de muitas fontes. Os autores que citamos anteriormente falam de vários tipos de saberes próprios da profissão docente: saberes da formação profissional, saberes disciplinares, saberes curriculares, saberes da experiência. Maurice Tardiff, Claude Lessard e Louise Lahaye (1991) caracterizam cada um desses saberes. Veja:

FIG. 48 _ Teatro de bonecos. FONTE: Cadernos de Educação de Infância, nº 31. Lisboa: Associação dos Profissionais de Educação de Infância, 1994. p.29

Os saberes da formação profissional são todos os saberes transmitidos pelas instituições de formação de professores.

Os saberes das disciplinas advêm dos diversos campos de conhecimento, dos saberes de que dispõe a sociedade, tal qual encontram-se hoje integrados _ sob a forma de disciplinas _ à universidade, no âmbito de faculdades e de cursos distintos; referem-se aos saberes produzidos pelos pesquisadores e cientistas nas diversas disciplinas científicas, ao conhecimento por eles produzidos a respeito do mundo. Eles são, muitas vezes, transformados em conhecimentos escolares.

·Os saberes curriculares dizem respeito àqueles saberes que são apropriados pelos professores a partir do que a instituição escolar definiu e selecionou como conhecimento escolar. Eles estão manifestos nos programas escolares (objetivos, conteúdos, métodos) que os professores devem dominar e usar.

Os saberes da experiência são o conjunto de saberes adquiridos no exercício de sua função e na prática de sua profissão.

Obviamente, esses diferentes saberes não se manifestam de forma separada na sua prática. O que ensinar (conteúdo) está diretamente relacionado ao como ensinar (forma/metodologia, condução da turma, avaliação etc.). Quando você entra numa sala de aula, lança mão de todo esse conjunto de saberes para garantir a aprendizagem dos alunos. Sua postura em classe é resultado dessa pluralidade de saberes que o constituiu como docente. Inclusive o saber sobre si mesmo. Quem você é, em que acredita, qual seu pertencimento social e cultural, suas crenças e valores, suas posições políticas, tudo isso determina sua forma de ensinar e conduzir sua turma de alunos. Você viu em Antropologia, por exemplo, a importância de considerar a sala de aula sob a perspectiva do pluralismo cultural.

Para uma postura assim é necessário, contudo, que o professor veja mais que sua sala de aula com esse olhar. É preciso que ele veja e compreenda o mundo como um todo dessa mesma maneira! Um importante pesquisador da Universidade de Lisboa (Portugal), o professor António Nóvoa, afirmou em um trabalho (1997): "Diz-me quem és e dir-te-ei como ensinas e vice-versa". Para o professor Nóvoa, ao falarmos do trabalho docente, não é possível ignorar a relação entre as dimensões pessoais e profissionais do professor. Na Unidade 4, quando tratarmos da História de Vida e a Prática Pedagógica, voltaremos a essa questão.

Um pequeno lembrete

Várias vezes, ao longo de todas as unidades deste Módulo 3, utilizaremos citações de trabalhos do professor português António Nóvoa. Então fique atento: ele escreve em português de Portugal. Algumas palavras são grafadas de forma diferente do português do Brasil!

Atividade 3

A) Leia novamente a caracterização dos diferentes saberes docentes, conforme apresentados pelos autores Maurice Tardiff, Claude Lessard e Louise Lahaye (1991). O seu jeito de ser professor é, em grande parte, resultado da utilização que você faz dos saberes que foi adquirindo ao longo do tempo. Você consegue identificar, na sua prática pedagógica, esses saberes? Exemplifique.

B) De acordo com a afirmação do professor António Nóvoa ("Diz-me quem és e dir-te-ei como ensinas e vice-versa"), o seu jeito de ser professor, a sua forma de ensinar, de se relacionar com os alunos, as suas posições na escola têm a ver com seu jeito de ser, suas convicções e ações cotidianas _ enfim, com a sua subjetividade. De que forma você percebe isso nas suas práticas pedagógicas?

Atividade 4

Antes de concluir esta seção, e considerando que você está fazendo um curso de formação superior, procure refletir um pouco mais sobre os saberes da formação profissional. A sua participação no Veredas provavelmente está contribuindo para ampliar os seus saberes profissionais.

Relembre o que você já estudou no Eixo Integrador do Módulo 1 _ que focaliza o professor como agente de uma prática social _ e do Módulo 2 _ que discute a prática escolar do professor como uma mediação entre o projeto educacional da sociedade e as necessidades e expectativas dos alunos e suas famílias. Como essas duas dimensões da identidade do professor se relacionam com essa outra dimensão do professor como profissional da Educação, que detém saberes práticos/teóricos específicos?

Fonte

Texto que faz parte da Coleção Veredas - módulo 3, v. 1

 

Veja também:
A Prática Pedagógica e a Constituição dos Saberes Docentes - Parte II