Eliane Terezinha Peres

FIG. 45 _ Professores cursistas da
UNIPAM durante a 2ª Semana Presencial do Veredas, em Patos de Minas.
FONTE: UNIPAM. Relatório das Atividades Presenciais do Primeiro
Módulo do Veredas, 2002.
Introdução
Caro Professor:
Você estudou a prática
pedagógica como prática social (Módulo 1) e como
mediação entre o projeto de educação da sociedade
e as necessidades e expectativas dos alunos (Módulo 2). Neste Módulo
3, no Eixo Integrador "Escola: Campo da Prática Pedagógica",
vamos considerar a dimensão do professor como um profissional que
exerce uma prática _ pedagógica _ num local específico:
a escola. Vamos abordar essa temática, mais especificamente, sob
o ponto de vista da formação e da atuação
docente, ou seja, discutiremos a relação entre a prática
pedagógica na escola e na sala de aula, a natureza do trabalho
docente e os processos de formação dos professores. Do seu
ponto de vista, há relação entre a maneira de o professor
ensinar e sua formação profissional? Entre a prática
docente e a história de vida pessoal do professor? Entre formas
de ensinar e as crenças, os valores e as convicções
do professor?
Para apresentar e discutir essas
questões, este Módulo 3 foi dividido em quatro unidades,
a saber:
• Unidade 1: A prática
pedagógica e a constituição dos saberes docentes.
• Unidade 2: A formação
inicial e a prática pedagógica.
• Unidade 3: A formação
em serviço e a prática profissional.
• Unidade 4: A história
de vida e a prática profissional.
A escola estará aqui sob o
foco de um de seus agentes fundamentais: o próprio professor, ou
seja, você e o seu processo de formação. A questão
fundamental que permeia este módulo é: como nos tornamos
professores? Onde e como aprendemos nosso ofício de mestre? Tentaremos
refletir sobre os processos de formação docente e a qualidade
da escola, principalmente da escola fundamental em que atuamos.
Em que medida uma sólida formação
profissional dos professores garante uma escola de qualidade? Vários
estudos indicam que a formação/qualificação
docente constitui-se num dos fatores que podem levar ao crescimento dos
níveis de alfabetização, aumento da aprovação
e diminuição da reprovação dos alunos, projetos
político-pedagógicos mais qualificados e construídos
coletivamente, maior autonomia escolar, aumento da participação
de pais e da comunidade em geral nos espaços das decisões
escolares. É claro que as melhorias em todos esses aspectos não
dependem apenas da qualificação do trabalho docente, mas
também dos investimentos públicos em educação
e de políticas públicas favoráveis nessa área.
Uma boa infra-estrutura escolar _ escolas com salas de aula e demais instalações
adequadas e em bom estado _, acesso a recursos e materiais pedagógicos,
condições
socioeconômicas satisfatórias
da comunidade, boas condições salariais dos professores
são fatores, entre outros, que também repercutem na elevação
da qualidade da educação.
Como você viu nos componentes
curriculares Sistema Educacional no Brasil e Política Educacional
no Brasil, a LDB de 1996 sugere que a formação de professores
das séries iniciais seja preferencialmente feita em nível
superior. Com o Plano Decenal de Educação (PNE, 1996-2006),
ficou definido que, num prazo de dez anos, todos os professores brasileiros
devem ter formação em nível superior. Ou seja: há
um esforço _ e muito a ser feito ainda _ para garantir uma sólida
formação para os professores de todos os níveis de
ensino.
Todas as questões que serão
propostas nesta unidade e nas unidades seguintes giram em torno da escola
e do ensino na sua relação com a aprendizagem docente, uma
vez que quem se dispõe a ensinar precisa, é claro, aprender.
E aprender sempre! Como escreveu Guimarães Rosa, "mestre não
é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende". Esse é
um princípio que queremos tratar aqui com você.
Comecemos, pois, esta primeira unidade
com o tema dos saberes docentes que se traduz na seguinte questão
fundamental: o que é necessário, afinal, saber/dominar para
ser professor? Você viu o grande desafio que temos pela frente!
Responder a essa questão aparentemente simples não é
fácil. Requer atenção e reflexão. Convidamos
você a pensar mais profundamente sobre essa questão, lembrando-se
sempre de que, ao falarmos da escola como campo da prática pedagógica,
estaremos voltando nossa atenção, especialmente, para você
e sua escola.
Organizamos a unidade em três
seções:
• Processo de constituição
dos saberes docentes.
• Os saberes da prática.
• Os desafios da prática:
ressignificando o trabalho em sala de aula.
Objetivos
Específicos
Com o desenvolvimento desse tema,
desejamos que você consiga:
u Identificar diferentes fontes e
fatores que influenciam o seu desempenho profissional.
u Estabelecer relações
entre saberes da prática e saberes acadêmicos.
u Rever e reavaliar os problemas
enfrentados em sala de aula com base em seus saberes de referência.
Texto
Básico
Seção
1: Processo de Constituição dos Saberes Docentes
Objetivo
específico: identificar diferentes fontes e fatores que influenciam
o seu desempenho profissional.
Vamos iniciar esta seção
acompanhando um desses diálogos que costumam acontecer sempre que
um grupo de professores se reúne. É bastante provável
que você já tenha ouvido e até mesmo participado de
diálogos parecidos com este:
Em
uma sala de professores, na hora do recreio, várias professoras
de séries iniciais comentam entre si: Minha turma está muito
agitada hoje! Já não sei o que fazer! Eles conversam o tempo
todo, falam alto, não ouvem as explicações, brigam
_ diz Maria, um pouco irritada.
· A minha também!
Há vários dias. E não adianta gritar com eles. Eles
ficam ainda mais agitados. Já tentei de tudo. Fiz até um
quadro de "bom comportamento". Isso ajudou por uns dias, mas
não resolveu o problema _ comenta Cida, aparentando desapontamento.
· Parece que fica
cada dia mais difícil dar aulas! As crianças não
obedecem e parece que não aprendem. Eu já estou cansada!
Repito a mesma matéria várias vezes, explico individualmente,
faço trabalhos em grupo, mando fazer pesquisa e assim vou conseguindo
alguns resultados _ explica Lúcia, com o cansaço estampado
no rosto.
· Acho que as crianças
estão desmotivadas para aprender! São muitos apelos externos:
jogos, TV... Eu tenho tentado trazer tudo isso para a sala de aula. Peço
que eles escrevam sobre o personagem infantil de que gostam, comentem
um programa de TV... Nem sempre dá certo. Mas acho que é
isso mesmo! A gente sempre procura coisas novas _ afirma Rosa, com um
ar de quem carrega bastante experiência.
Atividade
1
A) Analise a situação
relatada no diálogo entre as professoras e identifique os tipos
de preocupação que elas manifestam. Em seu modo de ver,
esses tipos de problema estão relacionados entre si? Justifique.
B) Dessas preocupações,
qual é a principal que você tem em relação
à sua turma, aos seus alunos?
C)
Identifique, sublinhando no texto, as estratégias utilizadas pelas
professoras e escreva nas linhas a seguir sua opinião sobre elas,
dizendo se podem dar certo ou não, e por quê.
FIG.
46 _ FONTE: Costa, C. Caminhando contra o vento: uma adolescente dos
anos 60. São
Paulo: Moderna, 1995. (Qual é o grilo?) p. 30.
Maria, Cida, Lúcia e Rosa,
as professoras do diálogo que lemos, estão preocupadas com
o andamento das suas aulas. Elas poderiam não estar preocupadas
com os problemas das suas turmas, porém acontece que elas _ como
outros professores, inclusive você _ procuram ser boas professoras,
professoras bem-sucedidas. E para elas (será que para você
também?), isso só acontece quando o professor consegue manter
a disciplina da turma e fazer com que seus alunos aprendam os conteúdos.
Para conseguir isso, no entanto,
como é que se faz? Antigamente, muita gente pensava que algumas
pessoas já nasciam com o "dom" de saber ensinar, nasciam
com "vocação" para ser professores. Ainda há
quem pense assim, mas o fato de estar participando do Veredas significa
que você considera que ensinar também é coisa que
se precisa aprender. E como se pode aprender a ser professor? Provavelmente,
a resposta será: freqüentando um curso de magistério,
ou um curso de formação superior de professores, ou uma
licenciatura em uma universidade etc. Mas quando Maria, Cida, Lúcia
e Rosa _ ou você e suas colegas _ reúnem-se e conversam sobre
seus alunos e suas aulas, será que também não estão
aprendendo, umas com as outras, a ser professoras? E o que, afinal, uma
pessoa precisa saber, que habilidades precisa desenvolver, para ser professor,
para ensinar? E como aprendemos a nos "portar" diante de uma
turma de alunos? A resolver impasses e situações difíceis?
Tudo
aquilo que se considera necessário para uma pessoa saber e as habilidades
que precisa adquirir para ser professor constituem os chamados saberes
docentes. E vários pesquisadores vêm tratando das questões
relativas a esses saberes. Alguns professores-pesquisadores
canadenses têm-se destacado na pesquisa nesse campo. Entre eles,
nomeamos Maurice Tardiff, Claude Lessard, Louise Lahaye (1991) e Clermont
Gauthier (1998). Esses pesquisadores afirmam que vários saberes
são mobilizados pelo professor no processo de ensino. Clermont
Gauthier (1998) diz que é muito mais pertinente conceber o ensino
como a mobilização de vários saberes que formam uma
espécie de reservatório no qual o professor se abastece
para responder a exigências específicas de sua situação
concreta de ensino. O autor quer dizer que não existe "um"
saber docente, mas um conjunto de saberes. Ele caracteriza o saber docente
como um saber plural.
FIG.
47 _ Visita de tutora da UNIMONTES à E. E. Especial Abadias de
Souza. Projeto de socialização de crianças portadores
de necessidades especiais: atividade de expressão corporal. Veredas, Montes Claros, 2002.
Não é exatamente isso
que acontece com você na situação concreta de sala
de aula? Você precisa conhecer o conteúdo de ensino, ou seja,
a matéria a ser ensinada, as formas de ensiná-la e, ao mesmo
tempo, precisa encontrar estratégias para garantir a atenção
dos alunos, a concentração, um mínimo de ordem e
disciplina. Necessita, ainda, planejar as atividades de ensino, que incluem
avaliar um livro ou uma atividade mais adequada ao nível da turma,
selecionar exercícios, tarefas, atividades e, em várias
situações, adequá-las às crianças de
sua classe, aos horários e tempos escolares, às condições
concretas da escola, conhecer cada aluno individualmente, avaliar o ritmo
e a capacidade de cada um etc. É nesse sentido que o autor citado,
o canadense Clermont Gauthier (1998), fala de "uma espécie
de reservatório no qual o professor se abastece". Você
já parou para pensar em como você construiu seu "reservatório"
de saberes?
São muitas as "fontes"
que contribuem para a formação do "reservatório"
de saberes de cada docente. Veja o que disse uma professora, já
aposentada, quando lhe perguntaram como tinha aprendido o ofício
docente:
Ah!
Da minha professora, não é? Do jeito que eu aprendi! Igual
a professora me ensinou, eu ensinava os outros. Esse negócio de
festa na escola, ela gostava muito. Ela fazia festa na escola, eu também
fazia. As poesias que ela nos dava, a ginástica, tudo era como
ela fazia, eu também fazia...
A
fala dessa professora revela que a experiência como aluna foi referência
na sua vida profissional, ou seja, a experiência escolar
foi fundamental na sua prática pedagógica. Muitos docentes
constroem referências sobre como ser professor (ou como não
ser!) com base em modelos de docência que tiveram ao longo
de suas vidas escolares. Os professores também ensinam conforme
os modelos de ensino que têm internalizados. Menga Lüdke, professora
e pesquisadora da PUC do Rio de Janeiro, ao realizar uma pesquisa sobre
a socialização dos professores do ensino fundamental, indagou:
"Que força têm os bons (e os maus) professores como
modelos marcantes para o trabalho do futuro professor?" (Lüdke, 1997:112).
Sob esse ponto de vista, podemos
dizer que a formação docente começa muito antes da
formação acadêmica e se prolonga por toda a vida profissional.
É um processo contínuo, que se inicia muito antes de ingressarmos
em um curso específico para ser professor e continua depois dele.
Na realidade, quando ingressamos em uma sala de aula, estamos impregnados
da cultura escolar (já que a conhecemos bem e somos, em parte,
resultado dela), e isso influencia nossa forma de ensinar.
Atividade
2
A) Antes de tornar-se professor,
você foi aluno. Você se lembra de seus professores das escolas
fundamental e média? Conte, resumidamente, como eram as aulas da
professora ou do professor que você considera ter sido a(o) melhor
que teve.
B) Conte, também, como eram
as aulas daquele ou daquela que você considera ter sido seu pior
professor ou professora.
C) Recordando agora como eram as
aulas de seus antigos professores, você diria que, como professor,
já fez ou deixou de fazer alguma coisa em suas aulas por lembrar
que eles também agiam assim? Relate uma dessas situações.
D)
Analisando tudo isso, você considera que algum deles influenciou
sua vida profissional, sua forma de ensinar? De que maneira?
Além dos modelos de ensino
que temos internalizados em função de nossa experiência
como alunos, na discussão sobre saberes docentes devemos considerar
também aquilo que aprendemos com nossos pares, ou seja, aqueles
saberes que são produzidos formal ou informalmente e de maneira
coletiva, na troca de informações, sugestões, impressões,
críticas e análises, entre nós e nossos colegas.
Quantas vezes ficamos em dúvida sobre um conteúdo, sobre
como fazer para que um aluno aprenda mais e melhor, sobre como resolver
problemas e dificuldades da sala de aula? E quantas vezes também
conversamos com nosso colega de série, na escola, e isso ajudou
a resolver a situação?
Encontros formais e informais com
colegas, na hora do recreio, na sala de professores ou mesmo fora da escola
acabam sendo importantes espaços de aprendizagem docente. Isso
não quer dizer que para ser professor não precisamos de
uma sólida formação teórica e acadêmica;
significa que precisamos identificar e reconhecer outras formas e outros
espaços nos quais também aprendemos a ser professores e
buscamos subsídios para nossa prática pedagógica.
Não há dúvida de que em nosso trabalho a prática
vai nos ensinando, vai completando nossa formação. O contato
com outros colegas também influencia nosso fazer pedagógico.
Pode-se
dizer, portanto, que os saberes profissionais são construídos
com base em "várias fontes", ou seja, nosso "reservatório"
vai se "enchendo" vagarosamente com a contribuição
de muitas fontes. Os autores que citamos anteriormente falam de vários
tipos de saberes próprios da profissão docente: saberes
da formação profissional, saberes disciplinares, saberes
curriculares, saberes da experiência. Maurice Tardiff, Claude Lessard
e Louise Lahaye (1991) caracterizam cada um desses saberes. Veja:
FIG.
48 _ Teatro de bonecos. FONTE: Cadernos de Educação de
Infância, nº 31. Lisboa: Associação dos Profissionais de
Educação de Infância, 1994. p.29
Os saberes da formação
profissional são todos os saberes transmitidos pelas instituições
de formação de professores.
Os saberes das disciplinas advêm
dos diversos campos de conhecimento, dos saberes de que dispõe
a sociedade, tal qual encontram-se hoje integrados _ sob a forma de disciplinas
_ à universidade, no âmbito de faculdades e de cursos distintos;
referem-se aos saberes produzidos pelos pesquisadores e cientistas nas
diversas disciplinas científicas, ao conhecimento por eles produzidos
a respeito do mundo. Eles são, muitas vezes, transformados
em conhecimentos escolares.
·Os saberes curriculares dizem
respeito àqueles saberes que são apropriados pelos professores
a partir do que a instituição escolar definiu e selecionou
como conhecimento escolar. Eles estão manifestos nos programas
escolares (objetivos, conteúdos, métodos) que os professores
devem dominar e usar.
Os saberes da experiência
são o conjunto de saberes adquiridos no exercício de sua
função e na prática de sua profissão.
Obviamente, esses diferentes saberes
não se manifestam de forma separada na sua prática. O que
ensinar (conteúdo) está diretamente relacionado ao como
ensinar (forma/metodologia, condução da turma, avaliação
etc.). Quando você entra numa sala de aula, lança mão
de todo esse conjunto de saberes para garantir a aprendizagem dos alunos.
Sua postura em classe é resultado dessa pluralidade de saberes
que o constituiu como docente. Inclusive o saber sobre si mesmo. Quem
você é, em que acredita, qual seu pertencimento social e
cultural, suas crenças e valores, suas posições políticas,
tudo isso determina sua forma de ensinar e conduzir sua turma de alunos.
Você viu em Antropologia, por exemplo, a importância de considerar
a sala de aula sob a perspectiva do pluralismo cultural.
Para uma postura assim é necessário,
contudo, que o professor veja mais que sua sala de aula com esse olhar.
É preciso que ele veja e compreenda o mundo como um todo dessa
mesma maneira! Um importante pesquisador da Universidade de Lisboa (Portugal),
o professor António Nóvoa, afirmou em um trabalho (1997):
"Diz-me quem és e dir-te-ei como ensinas e vice-versa".
Para o professor Nóvoa, ao falarmos do trabalho docente, não
é possível ignorar a relação entre as dimensões
pessoais e profissionais do professor. Na Unidade 4, quando tratarmos
da História de Vida e a Prática Pedagógica, voltaremos
a essa questão.
Um
pequeno lembrete
Várias vezes, ao longo de
todas as unidades deste Módulo 3, utilizaremos citações
de trabalhos do professor português António Nóvoa.
Então fique atento: ele escreve em português de Portugal.
Algumas palavras são grafadas de forma diferente do português
do Brasil!
Atividade
3
A) Leia novamente a caracterização
dos diferentes saberes docentes, conforme apresentados pelos autores Maurice
Tardiff, Claude Lessard e Louise Lahaye (1991). O seu jeito de ser professor
é, em grande parte, resultado da utilização que você
faz dos saberes que foi adquirindo ao longo do tempo. Você consegue
identificar, na sua prática pedagógica, esses saberes? Exemplifique.
B) De acordo com a afirmação
do professor António Nóvoa ("Diz-me quem és
e dir-te-ei como ensinas e vice-versa"), o seu jeito de ser professor,
a sua forma de ensinar, de se relacionar com os alunos, as suas posições
na escola têm a ver com seu jeito de ser, suas convicções
e ações cotidianas _ enfim, com a sua subjetividade. De
que forma você percebe isso nas suas práticas pedagógicas?
Atividade
4
Antes de concluir esta seção,
e considerando que você está fazendo um curso de formação
superior, procure refletir um pouco mais sobre os saberes da formação
profissional. A sua participação no Veredas provavelmente
está contribuindo para ampliar os seus saberes profissionais.
Relembre o que você já
estudou no Eixo Integrador do Módulo 1 _ que focaliza o professor
como agente de uma prática social _ e do Módulo 2 _ que
discute a prática escolar do professor como uma mediação
entre o projeto educacional da sociedade e as necessidades e expectativas
dos alunos e suas famílias. Como essas duas dimensões da
identidade do professor se relacionam com essa outra dimensão do
professor como profissional da Educação, que detém
saberes práticos/teóricos específicos?
Fonte
Texto que faz parte da Coleção
Veredas - módulo 3, v. 1
Veja também:
A Prática Pedagógica e a Constituição dos Saberes Docentes - Parte II
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