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M�dulos Did�ticos

- Tem�ticas Especiais - Educação Afetivo-Sexual

CRIADO EM: 30/11/2005
MODIFICADO EM: 30/11/2005

: Estudos individuais


A REPRESSÃO SEXUAL

O sexo é considerado por diferentes sociedades – e especialmente pela nossa – uma força indomável, uma torrente impetuosa, que precisa ser controlada. Assim, as práticas sexuais são reguladas por normas, que, fortemente interiorizadas pelas pessoas, passam a ser sentidas como “naturais”. Denomina-se repressão o processo de controlar a expressão da sexualidade, seja por imposições externas, como punição social, castigo ou desaprovação, seja por meio da transformação dessas imposições em conteúdos internos, que levam o indivíduo a sentir vergonha, culpa ou desagrado em relação a certas práticas sexuais.

De modo geral, antropólogos e psicanalistas consideram que a passagem do sexo “natural” ao sexo “cultural”, ou seja, ao sexo simbolizado, sujeito a normas importantes das proibições: o tabu do incesto. O incesto é a proibição das relações sexuais entre pessoas da família restrita ( pais e filhos, irmãos, avós e netos) ou entre pessoas da família ampliada, definida segunda critérios que variam de cultura para cultura. O tabu do incesto, o mais forte dos interditos, se reveste de caráter sagrado e está presente em todas as culturas humanas conhecidas.

A repressão sexual é tão antiga quanto a humanidade, mas o conceito de repressão e as discussões desse conceito começaram no século XIX, quando as condutas sexuais passaram a ser tratadas como problema clínico e de saúde. Foi também a partir dessa época que o termo sexualidade passou a ser usado para designar todo conjunto de atividade que, relacionadas ou não à genitalidade proporcionaram um tipo de prazer que não pode ser reduzido a uma necessidade fisiológica fundamental ( respiração, fome, excreção). A sexualidade inclui fantasias, símbolos e dimensões da vida social que apenas indiretamente têm relação com o sexo biológico.